sexta-feira, 5 de março de 2010

Nosso jeito.

Não quero e não posso voltar a chorar. Preciso viver o hoje, esquecer de que amanhã meus braços podem não poder encontrar os seus, meus lábios ao procurar os seus podem ficar sem resposta. Meus olhos choram hoje por saber que o seu olhar pode não encontrar o meu amanhã. O amanhã poderia ser certo, poderia a nós pertencer. Seu olhar do meu poderia ser, sempre e sem restrição. Se dificuldades nos aparecem devemos lutar, mas o que fazer quando lutar pode ser em vão? Não pode, essa é a questão. Não pode estar sendo em vão. Minhas lágrimas não são em vão, portanto luta alguma quando perdida pode apagar o clarão da felicidade. Mas e se. Mas e se acontecer? Se o que não pode acontecer, aconteça? Não quero a escuridão de novo. Quero o seu olhar, os seus lábios. Quero seus abraços, seus carinhos. Quero o amanhã do nosso jeito, nos pertencendo. Quero as proibições de lado. Posso querer tudo e ao mesmo tempo nada. Se tudo quero o nada acontece. Se nada quero o tempo adormece e padece, lento. Não quero escuridão novamente por medo de que seu amor vá embora e novamente eu me perca perto de um abismo, onde sei que dessa vez não vou temer. Me atirar será fácil, assim como foi para os que me apresentaram a proibição e não relutaram ao me ver dos olhos lágrimas derramar.

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