sábado, 20 de março de 2010

Interminável.

É uma dor que parece tão interminável quanto meu amor por você. Uma dor que está tão indiscutivelmente visível a todos que não sei se consigo olhar nos olhos de outro alguém sem querer te encontrar. Me sinto tão fraca, cada dia piorando. Talvez eu me acostume com isso, mas não é o tipo de costume que eu gostaria de ter. Pode parecer - ou até ser - fraqueza, mas não gostaria de ver como alguém na mesma situação que eu se sairia. Não é algo que possa ser medido, escrito, explicado. As vezes me parece uma dor física e talvez nem meu corpo aguente mais tanta dor psicológica que me atinge. Mas mesmo com tudo o que vem me acontecendo, não deixo de acreditar. Não sei em que acredito, mas acredito com todas as forças que ainda me restam. Talvez eu esteja acreditando em algo que não vai se concretizar, mas... Se hoje só posso sonhar e imaginar, porque me privar dos únicos direitos que ainda tenho?

quarta-feira, 17 de março de 2010

Deixo, hoje.

Minhas lágrimas são feridas que não conseguem cicatrizar, são dores sem hora para terminar, são acima de tudo, provas de que fases podem muito tempo durar e que com isso pode-se afastar a esperança de dentro de nós e nos focar nas lembranças de um tempo que lágrimas só de alegria eram derramadas e sorrisos fartavam meus dias. Mas esse tempo acabou. Acabou, acabou. Acabou. Tudo acaba. Acabou de uma forma barulhenta, mas começou passivo, tranquilo, sem mesmo me deixar perceber. Só sei que acabou, que doeu, que chorei. Sofri e por muitas vezes, morri. Deixo hoje, definitivamente, de sorrir.

sábado, 13 de março de 2010

In the darkness.

Na madrugada me sinto um pouco derrotada, sem encontrar explicações - muito menos soluções -, mas de algo tenho certeza (ou preciso ter): A noite faz parte de mim, e se nela e com ela choro, não estou sozinha. Ela embala meus pensamentos, me faz lembrar dos acontecimentos, dos bons e dos maus momentos. A noite me ajuda sem saber, não devo reclamar. É nela que busco minhas melhores palavras, que encontro meus medos e os venço. Sou parte da noite, então. Sou de tudo um pouco, talvez um pouco mais de escuridão.

Desamparada.

Não sei se sei conseguir escrever tudo aquilo que quero e por não saber me lembro de que de tão humana que sou... Posso não saber de nada e sentir-me num tudo. Posso hoje amar e ser amada como chorar e me sentir amanhã desamparada.

domingo, 7 de março de 2010

simplesversos

E se eu te disser que eu não vou te esquecer?
Vai o seu tempo perder

Refazendo a sua lista de coisas a fazer

Para tentar me enganar
E dizer que se no tempo pudesse voltar
Cada palavra que me disse iria mudar

Procurando meu sofrimento amenizar?

sexta-feira, 5 de março de 2010

Nosso jeito.

Não quero e não posso voltar a chorar. Preciso viver o hoje, esquecer de que amanhã meus braços podem não poder encontrar os seus, meus lábios ao procurar os seus podem ficar sem resposta. Meus olhos choram hoje por saber que o seu olhar pode não encontrar o meu amanhã. O amanhã poderia ser certo, poderia a nós pertencer. Seu olhar do meu poderia ser, sempre e sem restrição. Se dificuldades nos aparecem devemos lutar, mas o que fazer quando lutar pode ser em vão? Não pode, essa é a questão. Não pode estar sendo em vão. Minhas lágrimas não são em vão, portanto luta alguma quando perdida pode apagar o clarão da felicidade. Mas e se. Mas e se acontecer? Se o que não pode acontecer, aconteça? Não quero a escuridão de novo. Quero o seu olhar, os seus lábios. Quero seus abraços, seus carinhos. Quero o amanhã do nosso jeito, nos pertencendo. Quero as proibições de lado. Posso querer tudo e ao mesmo tempo nada. Se tudo quero o nada acontece. Se nada quero o tempo adormece e padece, lento. Não quero escuridão novamente por medo de que seu amor vá embora e novamente eu me perca perto de um abismo, onde sei que dessa vez não vou temer. Me atirar será fácil, assim como foi para os que me apresentaram a proibição e não relutaram ao me ver dos olhos lágrimas derramar.

O que não me faz bem.

Aquele nó na garganta que me impede de dizer o que nem eu mesma sei o que deveria dizer. É a agonia que me faz companhia, mesmo que agora ela tenha se juntado com a saudade. Pode ser porque sem você aqui eu fico junto a solidão que dá abrigo a sentimentos que eu prefiro não sentir. Eu preciso de você aqui pra me livrar do que eu temo e do que não me faz bem.

Fim de uma história sem fim.

Você me tirou a criatividade, menino. Minha criatividade era inspirada em lágrimas, pedaços que faltavam do meu coração, falhas nos meus planos, planos deixados de lado, sonhos não sonhados, noites mal dormidas, beijos não dados. Mas tudo - ou quase tudo - se foi. Só as lágrimas ficaram. Suponho que me acompanhem até o fim da minha história. Lágrimas de alegria são as de hoje, mas por um momento a tristeza me inunda junto ás lágrimas - por saber que, indiscutivelmente, o amanhã é incerto.

Tic-tac.


O tempo passa lento demais. Eu o sinto passar, como se risse ao me ver sofrendo, e se arrastasse por divertimento. Mas é uma dor que eu já acostumei a ter e é a única forma de te sentir perto de mim... Mesmo que me faça chorar, as lágrimas me ajudam cobrindo meus olhos da realidade. Eu ainda acredito que você irá voltar e estará carregando seu coração pra me entregar, ou simplesmente trará consigo palavras amigas que eu tanto quero receber. E pensando em você eu termino aqui de espremer as palavras do meu coração, e acabo aqui de vê-las simplesmente jogadas num espaço qualquer, sem que você as possa ler. Me perdoe, mas eu te amo, e já não sei como demonstrar se a ti minhas palavras estão impedidas de chegar.

No meu silêncio.

Você me disse que iria voltar pra minha vida, que tudo iria voltar como era antes e que iria curar todas as minhas feridas. Me disse isso e eu sou completamente grata a você. Disse que vai me deixar escutar a tua voz mais uma vez. Disse-me isso e eu agradeço sempre. Diga que não estou fora de mim ao escrever o que aconteceu. Mas eu me lembro que tudo isso aconteceu ontem de noite, quando eu sonhava. Eu poderia acordar sorrindo... Mas a lágrima veio me recordar de que sonhos custam a acontecer, que você desapareceu da minha vida e me deixou aqui, precisando de você, acompanhada da solidão.

Objeto qualquer.

Eu não sei o que fui pra você nem o que sou. Às vezes penso que fui um livro que não gostou de ler, por isso parou na metade. Não gostou do enredo, dos personagens. Viu que haviam muitas páginas pela frente e desistiu. Me deixou numa gaveta qualquer. Às vezes canso de tentar entender.

Sem te atingir.


Quando a cidade se apaga e as pessoas se calam eu estou pensando em como sair disso, como fazer com que a aceitação chegue, como prosseguir de um jeito certo, mas que me faça feliz. Quando só ouço ruídos me lembro de como estar com você me faz bem, minha mente me traz a lembrança dos seus olhos, do seu cheiro, do seu sorriso e da sua voz. Quando o Sol está para surgir eu ainda estou pensando em você e em como nos fazer continuar bem, sem te atingir. Não consigo ver dificuldade em nada quando estou ao seu lado, exceto conseguir me afastar. Minha única dificuldade é me ver sem você e voltar ao mundo real. Voltar aos problemas. O tempo poderia parar quando estou com você. A vida poderia acabar quando te sinto ao meu lado, pois eu não consigo notar ninguém ao redor quando você, de alguma forma, está me hipnotizando. A todo tempo as lembranças me levam a você e te trazem para mim, num abraço que num segundo se esvai.

O jogo do amor.


O amor não pode ser considerado um jogo. Em hipótese alguma. Nada que envolva amor, amar, deixar, tentar. Não é um jogo. Corações envolvidos. Não é como uma partida de cartas que você aposta algo material. Quando se envolve coração, não pode-se considerar um jogo. Coração não é como um jogo que se perde e dá pra recomeçar. É o fim sem volta. Sempre fica cicatriz, por menor que seja a ferida.